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Assim foi realizada a primeira festa no local que se tornaria a Estação Baden. Brindávamos os aniversariantes do mês de abril, juntamente com a inauguração do sítio.

João Bráulio, Quintino, Niquinho, Julinha e Fanne eram os que, no meio de uma gente feia e sorridente, pulavam de idade sem vontade de ir adiante.


Providenciamos algumas faixas para homenagear os aniversariantes e alguns colaboradores daquela empreitada.
Juliana ganhou a faixa de (Arquiteta Mor), Stela de (Palpiteira Mor). Foi uma festa inesquecível, mas confesso que esqueci quem mais faixa ganhou.

Lembro-me do episódio com a Rita de Jesuânia em que, entre a entrega de uma faixa e outra, notei sua ausência, externando-a ao microfone. Mal sabia eu que ela, naquele momento, ouvia tudo, engastalhada no improvisado portão de arame farpado, em meio à escuridão e aquele frio arrepiante sob o céu estrelado de Nova Baden.


As faixas de chitão, adquirido na loja do Vavá, foram confeccionadas no formato concurso de miss. Representavam no meu inconsciente ou consciente, sempre tenho essa dúvida, o casamento do (Hasta Saturday) com o (Miss Mir), os blocos carnavalescos da minha geração e do meu coração. O (Miss Mir), felizmente ou infelizmente, sempre tenho essa dúvida, durou pouco, mas foi intenso e divertidíssimo. Já o (Hasta) dispensa comentários, mas, como não resisto, vou comentar. O (Hasta), pra mim representa o resgate dos blocos de rua de Lambari. Lembro-me dos (Guerreiros da Salomé), do bloco da Neném Peão, dos blocos dos hotéis, tudo havia desaparecido. 

O Cassino, em franca decadência. Não tinha mais o bar do Juca nem a Sônia Nascimento vendendo as disputadas mesas. Só não tinha desaparecido a vontade de pular, gritar, rasgar a fantasia... e fazer um monte de coisas que se tem vontade o ano inteiro e que só é admitido no carnaval.

Hoje, Lambari tem mega blocos, que atraem foliões de várias cidades e estados, e, a cada ano, o número de turista tem aumentado visivelmente.

 

Outras festas aconteceram no sítio e, algum tempo depois, iniciou-se a construção do salão de festas, que foi inspirado no salão de jogos, projetado pela Juliana e, posteriormente, adaptado pelo engenheiro civil Evaldo Gorgulho. A parte de cima, que tem uma vista privilegiada, contou com os traços do arquiteto Carlos Augusto Lorenzo, que também redesenhou a sauna com vidros e vista para o pôr do sol. Helena Rodrigues ajudou-me a definir detalhes do acabamento naqueles momentos de dúvidas cruéis. Stela também colaborou com seu olho clínico, que é de dar medo. Sérgio Gentil ficava doido para executar os projetos inusitados.

 

Eu e Andréa Canelhas chegamos a transportar ladrilho hidráulico de BH para Lambari em condições não muito seguras. Sandro me ajudava a fazer os mirabolantes desenhos com os ladrilhos. João aparecia de vez em quando e nos lembrava de que era hora de tomar uma cervejinha e, pra minha tranqüilidade, a Zali falava ( tá bom, tá ótimo). Para completar minha mãe arremetava: (já falou com o Rubinho?) Este (e sua equipe: pedreiros, vidraceiros, marcineiros, bombeiros, etc) presente desde o primeiro momento de quem conto um (causo) e presto uma homenagem. Ele não acreditou que eu daria um jeito de terminar a piscina antes do carnaval. A coisa foi tão corrida, saiu leite do caminhão de água, levei pro lado da brincadeira, falei que ia me fantasiar de Dona Beija, a qual tomava banho de leite em  Araxá. O Rubinho ficou quase um dia inteiro dentro da casa de máquinas para fazer as ligações necessárias da piscina, num sol escaldante. Só escutávamos seus desabafos em forma de palavrão bem falado.

 

Para quebrar o clima, brinquei que ele estava fantasiado de Sadam Russen, no buraco. Mas no carnaval vale!   Enfim, a Estação Baden estava nascendo e crescendo, sempre bem cuidada pelas mãos da dedicada Dª Maria, das delicadas Biba e Lili, do Geraldinho, o jardineiro mais empolgado do mundo, e Pedro, ex-jogador do Águas Virtuosas, que cuida da água da piscina.

Nesse sentido... (Nossa! Parece que estou fazendo um parecer jurídico!) Bem, desejo que a casa de festas Estação Baden seja palco de inúmeros encontros e, talvez, despedidas, já que a plataforma dessa estação é a vida! E a vida é para ser celebrada!

 

Boas festas!

 

Agradeço a todos que ajudaram e continuam ajudando na construção da Estação Baden, em especial ao Toinho Vilhena (in memoriam), Cidinha Vilhena, João, Suely, Stela, Sérgio, Verônica, Zali, Evandro, Fernanda, João Marcelo, Sandro, José Gabriel e Shakira. Amo vocês!

 

                                                                                     Ana Paula.

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